Harmonia

Teoria musical

Harmonia

Um percurso em 24 capítulos, dos intervalos à modulação. Cada seção traz progressões tocáveis: dentro de um capítulo, clique nas cifras para ouvir o que o texto descreve.

  1. Intervalos

    A distância entre duas notas é a menor unidade da harmonia. Classificar intervalos com segurança é o que permite montar qualquer acorde ou escala sem decorar formas.

    7 exemplos tocáveis

  2. Formação de tríades

    Empilhando duas terças sobre uma fundamental nascem as tríades — o esqueleto de todo acorde. São cinco estruturas básicas, cada uma com um papel próprio na harmonia.

    4 exemplos tocáveis

  3. Formação de acordes (tétrades)

    Somando a 7ª à tríade chegamos às tétrades, a linguagem padrão da bossa e do jazz. Aqui entram também as extensões (9, 11, 13), as posições e as inversões com baixo cifrado.

    6 exemplos tocáveis

  4. As escalas do sistema tonal

    Quatro escalas alimentam a harmonia tonal: a maior natural e as três menores (natural, harmônica e melódica). Cada uma gera acordes próprios e resolve um problema específico.

    6 exemplos tocáveis

  5. Campo harmônico maior

    Harmonizando cada grau da escala maior com as notas da própria escala, obtemos os sete acordes diatônicos — o vocabulário básico de qualquer tonalidade maior.

    5 exemplos tocáveis

  6. Campo harmônico menor

    O modo menor trabalha com três escalas ao mesmo tempo, e seu campo harmônico é a soma dos acordes das três — um cardápio maior e mais dramático que o do modo maior.

    5 exemplos tocáveis

  7. Funções harmônicas

    Todo acorde diatônico cumpre um de três papéis — tônica, subdominante ou dominante. Entender quem substitui quem é o que transforma sete acordes em infinitas progressões.

    7 exemplos tocáveis

  8. Condução de vozes e cadências

    Acordes bons viram música quando as vozes internas caminham bem entre eles. Aqui entram os princípios de condução e as cadências — as fórmulas de pontuação da harmonia.

    8 exemplos tocáveis

  9. Cadência dominante

    O V7 é o motor da harmonia tonal: entenda por que ele pede resolução e como cada grau do campo pode ganhar um dominante próprio.

    4 exemplos tocáveis

  10. A cadência II–V

    O par IIm7 → V7 é a unidade de vocabulário mais frequente do jazz e da bossa: aprenda as versões maior, menor, secundária e estendida.

    5 exemplos tocáveis

  11. Substituto de trítono (subV7)

    O bII7 pode ocupar o lugar do V7 porque compartilha com ele o mesmo trítono — e ainda cria um baixo cromático elegante.

    4 exemplos tocáveis

  12. Escalas para o dominante

    Um mesmo V7 aceita várias escalas — mixolídio, lídio b7, alterada e as simétricas (diminuta e tons inteiros). Trocar a escala muda a cor do dominante sem mudar a função.

    7 exemplos tocáveis

  13. Ciclo de dominantes (V7 de V7)

    Todo V7 pode ser preparado pelo seu próprio dominante — e, encadeando, percorre-se o ciclo dos doze dominantes descendo em quintas, que ainda se infla com II-V e subV7.

    4 exemplos tocáveis

  14. Subdominante menor

    A sexta menor emprestada do tom homônimo gera uma família inteira de acordes — IVm, IIm7(b5), bVI7M, bVII7, bII7M — com a mesma cor nostálgica.

    6 exemplos tocáveis

  15. Acordes diminutos

    O dim7 é perfeitamente simétrico — quatro nomes para as mesmas notas — e aparece em três empregos: ascendente, de passagem descendente e auxiliar.

    4 exemplos tocáveis

  16. Substituição e rearmonização

    Trocar acordes preservando a função: relativos, equivalências do dominante, diminutos intercambiáveis e as várias faces da subdominante menor.

    6 exemplos tocáveis

  17. Harmonia modal

    Quando não há tensão e resolução funcional: o modo se sustenta pela nota característica, pelos acordes cadenciais e por evitar o trítono do tom implícito.

    5 exemplos tocáveis

  18. Empréstimo modal

    Acordes de empréstimo modal (AEM): trazer para o tom maior acordes dos modos homônimos, do IVm eólio ao IV7 dórico e ao I7 blues.

    5 exemplos tocáveis

  19. Modulação

    Mudar de tonalidade dentro da música: por preparação com o II–V do tom novo, por salto direto ou por acorde pivô comum aos dois tons.

    4 exemplos tocáveis

  20. Movimentos de fundamentais

    Por que umas progressões soam firmes e outras soam de passagem? A resposta está no intervalo entre as fundamentais de dois acordes seguidos — a terminologia de Schoenberg que Almada retoma.

    5 exemplos tocáveis

  21. Análise melódica: notas de aproximação

    Nem toda nota da melodia pertence ao acorde. Distinguir nota do acorde, tensão e inflexão — as notas de aproximação de Almada — é o que permite harmonizar uma linha sem tropeçar nas notas de passagem.

    4 exemplos tocáveis

  22. Harmonia aplicada: samba e choro

    O samba e o choro têm sua própria sintaxe harmônica — fórmulas recorrentes que, de tão usadas, viraram a identidade dos gêneros. É a parte de harmonia aplicada do livro de Almada, resumida em progressões tocáveis.

    4 exemplos tocáveis

  23. Série harmônica e acústica

    Antes de qualquer regra, a harmonia começa na física do som. Este capítulo mostra como a série harmônica — os sons que vêm de brinde dentro de uma única nota — já traz a tríade maior pronta, faz nascer a relação tônica-dominante e até a 7ª do dominante, e por que o temperamento igual precisa "desafinar" um pouco essa natureza para viabilizar toda a música ocidental.

    7 exemplos tocáveis

  24. O acorde napolitano

    Uma tríade maior (ou com 7ª maior) construída sobre o segundo grau abaixado — o bII. Nasceu na música clássica como "sexta napolitana" e, no choro, na bossa e no jazz, virou o bIImaj7 que prepara a cadência final.

    9 exemplos tocáveis